CEILÂNDIA HOJE: A difícil realidade das invasões, vandalismo ou o direito á moradia?

Por: Kadu Marques

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Onde passaremos esta noite

Não se sabe ao certo há quantos anos o Distrito Federal é sede palco das invasões de áreas publicas, seja elas por famílias carentes retirantes de outros estados, filhos da própria terra que nunca tiveram onde morar ou de ricos moradores de bairros nobres que invadem construindo suas belas áreas de lazer na beira do lago Paranoá.

Na manhã desta Quinta(5) um grupo de moradores que ocupava irregularmente uma área de Ceilândia propriamente no “Sol Nascente” foram pegas de surpresa com a chegada da Polícia Militar para cumprir um mandato judicial, com 60 mil moradores, o Sol Nascente é a maior ocupação irregular do Distrito Federal e fica a cerca de 35 quilômetros do centro de Brasília. A região tem altos índices de violência, além de sofrer com a falta de infraestrutura e saneamento básico.

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Policiais se preparam para entra e desocupar a área

O blog Politica Atual tomou conhecimento através de moradores rebelados que a confusão começou por volta das 6h. Muitos alegaram que pagaram pelos lotes e que não tinham conhecimento da ação Policial. Agefis informou que as desocupações devem continuar até liberar toda a área. Uma moradora que preferiu não se identificar se disse á este blog estar surpresa com a ação do governo. “Não me avisaram nada. Não sei para onde vou”, disse. Exaltada, outra afirmou que pagou R$ 25 mil pelo lote. “Tive que vender meu carro e parcelei durante dois anos pra terminar de pagar”, disse. “Para comprar o material tive que comprar fiado. Eles fazem isso porque não temos estudo, porque não aprendemos a roubar como eles.”

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Como protesto moradores incendiaram um ônibus bloqueando a rua

 Como forma de protesto moradores do Sol Nascente, em Ceilândia, incendiaram dois ônibus do transporte público coletivo, na entrada da Vila Madureira, em protesto ao segundo dia de reintegração de posse de duas áreas da região. As informações são da Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade), do Corpo de Bombeiros, que deslocou carros da corporação para combater as chamas no local. Os manifestantes também atearam fogo em pneus.

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Temos direito a moradia, grito de guerra ecoado pelos moradores

 Segundo a presidente da Agefis, Bruna Peres, a operação deve durar oito dias e disse ainda que em um primeiro levantamento feito na semana passada aponta que das 363 ocupações, 242 tinham algum tipo de ocupante e 121 estavam desocupadas. Segue dizendo. “Esta ocupação é planejada, a construção dos barracos são padrão, todos praticamente iguais e estão sendo organizados por alguma associação local, alguma grilagem feita no local e são exatamente as áreas que precisamos desobstruir para urbanizar o trecho 1”, afirma Bruna. “Áreas destinadas para escola, postos de saúde e creches também foram invadidas recentemente e serão desobstruídas.”

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