60% dos servidores comissionados serão exonerados

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Governador eleito apresenta o secretariado e confirma os cortes de pessoal que virão a partir do primeiro dia de comando. Secretário de Fazenda é conhecido por reduzir despesas

Austeridade. foi a palavra mais ouvida da boca do governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB), ontem, durante solenidade de anúncio dos nomes do primeiro escalão do futuro governo. Um indicativo de que pretende unir o discurso à prática foi que o socialista informou a redução do número de pastas de atuais 34 (chegaram a ser 39) para 24  mais a chefia de gabinete. Além disso, preocupado com a situação das contas públicas, cujo rombo é estimado em R$ 3,8 bilhões, o futuro chefe do Executivo reafirmou a intenção de extinguir 60% dos cargos comissionados de livre provimento, que somam cerca de 8 mil servidores — dados oficiais de novembro.

Outro indício da política de arrocho que deve vigorar no GDF a partir de 2015 é o nome do secretário de Fazenda. Ex-servidor do Banco Central e assessor especial da Casa Civil da Presidência de Fernando Henrique Cardoso, Leonardo Colombini comanda as finanças do governo de Minas Gerais desde 2010 —, mas começou a trabalhar no estado vizinho em 2003. Em terras mineiras, ajudou a articular o choque de gestão do governo tucano de Aécio Neves, mantido por Antônio Anastasia. As palavras de ordem do modelo eram justamente austeridade, aumento de arrecadação e redução das despesas, que estavam na ponta da língua de Rollemberg ontem.

Mal anunciou o secretariado e houve a primeira reunião, a portas fechadas, ainda no Brasília Palace Hotel, onde ocorreu o anúncio, no espaço Athos Bulcão. Depois de um período de 15 dias até o fim do ano — no qual os secretários trabalham para preparar as bases da nova administração —, o governador eleito confirmou que as primeiras medidas oficiais serão financeiras. “A primeira tarefa são as ações que vão garantir a redução das despesas e o aumento da receita. São as medidas de austeridade para conseguir em pouco tempo o equilíbrio nas contas do DF”, explicou. Ele tem reclamado bastante de dinheiro. Ou melhor, da falta dele. E, pior, com muitas contas a pagar.

O diagnóstico desenhado pela equipe de transição, com base em informações repassadas pela atual gestão, carrega sem dó nas tintas vermelhas. O rombo, inicialmente previsto para R$ 2,1 bilhões, chegaria a R$ 3,8 bilhões, segundo dados divulgados pelo próprio Rollemberg no último sábado. No pacote, estão contas que deveriam ser pagas em 2014, mas que seriam deixadas para o ano que vem, sem dinheiro em caixa para isso. Esse quadro dramático, no entanto, é desmentido pelo governo petista. Apesar de vários problemas pipocando, como atraso de salários e pagamentos a fornecedores, há a garantia de que a casa estará em ordem em 31 de dezembro.

Tentativas positivas

Simultaneamente ao aperto no cinto dos gastos, o novo governador pretende mostrar à população que mudanças na condução do GDF. A intenção é não repetir o discurso de que assumiu uma “terra arrasada”, feito pelo atual governador, Agnelo Queiroz (PT) ao longo dos últimos quatro anos. Nesse sentido, Rollemberg traça no calendário o prazo de quatro meses. “A segunda tarefa é a agenda positiva dos próximos 120 dias, das ações e realizações. O que posso assegurar é que, a partir do primeiro dia, a população vai perceber que é um governo diferente”.

Fonte correio Brasiliense

Por: Kadu Marques

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