Corrupção no Brasil, negócio que da lucro.

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O “jeito” ou “jeitinho” pode se referir a soluções que driblam as normas, ou que criam artifícios de validade ética duvidável.

A expressão “jeitinho” no diminutivo em certos casos, assume um sentido puramente negativo, significando não só driblar mas violar normas e convenções sociais, uma forma dissimulada de navegação social tipicamente brasileira, na qual são utilizados recursos como apelo e chantagem emocional, laços emocionais e familiares, recompensas, promessas, dinheiro, e outros ou francamente anti-éticos para obter favores para si ou para outrem, às vezes confundido ou significando suborno ou corrupção.

Veja as 10 maneiras que os políticos no Brasil encontraram um jeitinho.

 10. Me dá um dinheiro aí.

CASO: Máfia dos fiscais

ROMBO: R$ 18 milhões

QUANDO: 1998 e 2008

ONDE: Câmara dos vereadores e servidores públicos de São Paulo.

Comerciantes e ambulantes (mesmos aqueles com licença para trabalhar) eram colocados contra a parede: se não pagassem propinas, sofriam ameaças, como ter as mercadorias apreendidas e projetos de obras embargados.

9. Olha essa mesada!

CASO: Mensalão

ROMBO: R$ 55 milhões

QUANDO: 2005

ONDE: Câmara Federal

Segundo delatou o ex-deputado federal Roberto Jefferson, acusado de envolvimento em fraudes dos Correios, políticos aliados ao PT recebiam R$ 30 mil mensais para votar de acordo com os interesses do governo Lula.

8. Siga aquela ambulância

CASO: Sanguessuga

ROMBO: R$ 140 milhões

QUANDO: 2006

ONDE: Prefeituras e Congresso Nacional

Investigações apontaram que os donos da empresa Planam pagavam propina a parlamentares em troca de emendas destinadas à compra de ambulâncias, superfaturadas em até 260%. Membros do governo atuavam nas prefeituras para que empresas ligadas à Planam.

7. Pobre Amazônia

CASO: Sudam

ROMBO: R$ 214 milhões

QUANDO: 1998 e 1999

ONDE: Senado Federal e União

Dirigentes da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia ( SUDAM)   desviavam dinheiro por meio de falsos documentos fiscais e contratos de bens e serviços. Dos 143 réus, apenas um foi condenado e recorre da sentença. Jader Barbalho, acusado de ser um dos pivôs do esquema, renunciou ao mandato de senador, mas foi reeleito em 2011.

6. Navalha na carne sera que dói?

CASO: Operação Navalha

ROMBO: R$ 610 milhões

QUANDO: 2007

ONDE: Prefeituras, Câmara dos Deputados e Ministério de Minas e Energia

Atuando em nove estados e no Distrito Federal, empresários ligados à Construtora Gautama pagavam propina a servidores públicos para facilitar licitações de obras. Até projetos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ao Programa Luz Para Todos foram fraudados. Todos os 46 presos pela Polícia Federal foram soltos.

5. Bilhete premiado

CASO: Anões do orçamento

ROMBO: R$ 800 milhões

QUANDO: De 1989 a 1992

ONDE: Congresso Nacional

Sete deputados (os tais “anões”) da Comissão de Orçamento do Congresso faziam emendas de lei remetendo dinheiro a entidades filantrópicas ligadas a parentes e cobravam propinas de empreiteiras para a inclusão de verbas em grandes obras. Ficou famoso o método de lavagem do dinheiro ilegal: as sucessivas apostas na loteria do deputado João Alves.

4. Cadê o fórum que estava aqui?

CASO: TRT de São Paulo

ROMBO: R$ 923 milhões

QUANDO: De 1992 a 1999

ONDE: Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo

O Grupo OK, do ex-senador Luiz Estevão do Distrito Federal, perdeu a licitação para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. A vencedora, Incal Alumínio, deu os direitos para o empresário Fabio Monteiro de Barros. Mas uma investigação mostrou que Fabio repassava milhões para o Grupo OK, com aval de Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, ex-presidente do TRT-SP.

3. Precinho camarada só pra você.

CASO: Banco Marka

ROMBO: R$ 1,8 bilhão

QUANDO: 1999

ONDE: Banco Central

Com acordos escusos, o Banco Marka, de Salvatore Cacciola, conseguiu comprar dólar do Banco Central por um valor mais barato que o ajustado. Uma CPI provou o prejuízo aos cofres públicos, além de acusar a cúpula do BC de tráfico de influência, entre outros crimes.

2. Chama o Van Helsing caçador de vampiros.

CASO: Vampiros da Saúde

ROMBO: R$ 2,4 bilhões

QUANDO: De 1990 a 2004

ONDE: Ministério da Saúde

Empresários, funcionários e lobistas do Ministério da Saúde desviaram dinheiro público fraudando licitações para a compra de derivados do sangue usados no tratamento de hemofílicos. Propinas eram pagas para a Coordenadoria Geral de Recursos Logísiticos, que comandava as compras do Ministério, e os preços (bem acima dos valores de mercado) eram combinados antes. Todos os 17 presos já saíram da cadeia.

1. Manda pra fora

CASO: Banestado

ROMBO: R$ 42 bilhões

QUANDO: De 1996 a 2000

ONDE: Paraná

Durante quatro anos, cerca de US$ 24 bilhões foram remetidos ilegalmente do antigo Banestado (Banco do Estado do Paraná) para fora do país por meio de contas de residentes no exterior, as chamadas contas CC5.

 

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